terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

IHGP e PALMEIRA em destaque no Jornal da SOBRAMES/RS edição 739

A SOBRAMES/RS (Sociedade Brasileira de Médicos Escritores) destacou o Instituto Histórico e Geográfico e a cidade de Palmeira na sua edição de fevereiro de 2016.

Apresentamos as matérias como agradecemos pelo apoio a nossa instituição e os prestígios a história de nossa cidade.





UM DIPLOMA E UMA MEDALHA – SÍMBOLOS DA GRANDEZA DE SENTIMENTOS
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE PALMEIRA

Com imenso orgulho recordamos quando nossas íntimas ligações afetivas, históricas, culturais, literárias e de ternura tiveram início com a soberba cidade de Palmeira, com seu povo, com o carinho de suas ruas e avenidas - Emblemas da história do Paraná – com o emoldurado arquitetônico de sua igreja matriz e mais profundamente com o Instituto Histórico e Geográfico de Palmeira tangendo o coração e os amáveis sentimentos de seus habitantes especiais, leais, nobres que forjam a estrutura falante, o cerne da comunicação e atuam como perfume contagiante e provocante.


É verdade... pouco antes do ano de 2000 começamos a ouvir falar e a ter contato com sublimes personalidades da terra do Visconde de Guarapuava e toda a genealogia. 

Passaram-se os anos até que surgiu o primeiro contato frente a frente. Em 2002 conhecemos essa bela terra e travamos amável contato com a estimada amiga Vera Lúcia.

Depois desse primeiro encontro nunca mais limitamos os meios de comunicação e a cada novo reencontro, mais se fortaleceram o senso de amizade e bondade. Dessa amizade cultural surgiram grandes pesquisas em comunhão com a sociedade Brasileira de Médicos Escritores e o Instituto Histórico e Geográfico, tendo como reduto de apoio e proteção o MUSEU HISTÓRICO DE PALMEIRA.

Nasceram projetos em conjunto. Verteram livros de pleno acordo todos relacionados à sublime história de suas inesquecíveis personalidades.

Percorrendo esse trilho de jornada, através da professora Vera Lúcia nos encontramos com outra dedicada, abnegada e atuante pesquisadora a Sra. Neusa Maria W. Sklasky que passou a ocupar pelo seu conhecimento, pela sua expressiva capacidade de pesquisar, remexendo jornais e livros amarelados pela tempestade do tempo. Hoje estamos conduzindo três obras em comum acordo com essa pesquisadora. 

Agora em pleno alvorecer de 2016 fomos surpreendidos pelas comendas que acabamos de ser agraciados.

Através da ternura, da sublime amizade da Professora Vera – Ocupante de vários cargos e encargos importantes em sua terra natal – PALMEIRA fomos homenageados com o diploma: 

HONORÍFICA ORDEM DA FREGUESIA NOVA
CRUZ NO GRAU DE OFICIAL com Medalha


Para agradecer a manifestação de carinho e amizades dessas almas queridas e desses corações felizes e tingidos de afeto e humildade, só mesmo voltando à nobre Cidade de Palmeira que há muito mora em nosso coração e envolvê-las em ternuroso abraço. 

Nota: Na época fomos convidado para receber essas comendas, mas não pudemos estar presente. 

Amigos e amigadas de sempre e para sempre de joelho genuflexo agradeço tão imerecida, mas eloquente homenagem. 

Aquele amigo de sempre para sempre. Laf. 

PERFIL DO MUNICÍPIO - Histórico 

No início do século XVIII, começam a ser distribuídas as cartas de sesmarias para portugueses e luso-brasileiros de Paranaguá, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As primeiras terras palmeirenses pertenceram a João Rodrigues de França. 

A presença dos portugueses, aqui como colonizadores: 

‘Primeiros europeus a se instalar nesta região do Novo Mundo’, foram bandeirantes, fazendeiros, tropeiros e comerciantes, trouxeram a língua e a fé cristã. Enfrentaram inúmeras dificuldades para criar estruturas básicas para a vida civilizada: primeiras habitações, igrejas, escolas. Abriram estradas; são o tronco da família palmeirense’. – (Marcus V. M. Machado – Ocupação e povoamento dos Campos Gerais – 1999). 

Do antigo caminho de Viamão, que vinha do Rio Grande do Sul em demanda à grande feira de Sorocaba – (SP) no trajeto do Campos Gerais, circuito dos índios Kaigangues, surgiu um pouso de tropeiros que ali aproveitavam as imensas pastagens para descanso e engorda do gado: Nasce a Vila da Palmeira. 

Quem hoje caminha por Palmeira ainda pode sentir, mesmo tão distantes daqueles dias, um certo tom de bucolismo e nostalgia daquele tempo em que as imensas tropas de muares, bovinos e eqüinos eram levados para a feira paulista, destinados e distribuídos a abastecer o ciclo do Ouro nas Minas Gerais. 

A cidade histórica de Palmeira, ainda conserva em muitos d seus prédios e residências e nas igrejas, os traços indeléveis do ciclo histórico e econômico como o tropeirismo. 

As condições desfavoráveis da Freguesia de Tamanduá levaram o Vigário Antônio Duarte dos Passos a estabelecer uma nova Igreja onde hoje se encontra edificada a Igreja Matriz, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Palmeira, cujas terras foram doadas pelo Tenente Manuel José de Araújo, por vontade de sua mulher Dona Ana Maria da Conceição de Sá, por ato de 07 de abril de 1819 (data de aniversário do Município). 

A população foi se transferindo para o povoado, nas cercanias do novo templo. A corrente de povoamento se avolumou a partir de 1878 com a chegada dos imigrantes russo-alemães, poloneses, italianos, ucranianos, árabes e mais recentemente os sírio-libaneses, japoneses e alemães menonitas entre outros povos. 

Ainda hoje as centenárias fazendas como a Conceição, Palmeira, Padre Inácio, Alegrete, são testemunhas de uma época de muito fausto e riqueza. 

A fé de seu povo é registrada em edificações como a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, as Capelas de Nossa Senhora das Neves e do Senhor Bom Jesus do Monte, na localidade de Vieiras, onde o imigrante português Bento Luiz da Costa, erigiu um conjunto de 14 pequenas capelas para pagar as graças recebidas, com suas capelinhas de pedra em formato de cruz. 

Também foi em Palmeira o palco da única experiência anarquista na América Latina, a Colônia Cecília, na localidade de Santa Bárbara, pelos idos de 1890/94, liderados pelo Filósofo e Agrônomo Italiano, Giovanni Rossi, que aqui tentou implantar uma colônia anarquista, baseada nos ideais de liberdade. 

Quase 200 anos já se passaram do seu surgimento, e Palmeira não se tornou uma cidade velha. Nas suas ruas, praças e recantos nos defrontamos com a história de um povo que tem suas raízes na imigração européia e tantos outros povos, mantendo seus costumes e tradições, formando assim um mosaico étnico, tal qual nosso Paraná. 

Palmeira mesmo com as marcas do progresso, continua acolhedora e para muitos ‘Um recanto de felicidade’, pois ‘Os homens fazem sua própria história. Mas não a fazem sob circunstâncias de suas escolhas e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado’ (Karl Marx). Desta forma as gerações futuras terão sua identidade cultural assegurada e, conforme o dizer do Historiador Marcus Vinícius Molinari Machado – ‘Pelo passado presente nos reconhecemos coletivamente como semelhantes; nos identificamos como elementos restantes do nosso grupo e nos diferenciamos dos demais’. Assim os palmeirenses se propõem em fazer juntos, de Palmeira, uma terra acolhedora, capazes de gerar a disciplina, a riqueza e a prosperidade, vivendo e convivendo sempre com uma era de paz, de amor e de alegria, como um altar vivo e florido nos corações, conforme a reflexão do hino. E: 

‘Se quisermos repensar a cidade, reconhecendo a sua importância cultural e econômica, advinda da convergência humana, é para o futuro que devemos olhar; a crença em um futuro sustentável que deve orientar a busca por uma melhor compreensão dos centros urbanos e das formas de construir e de reconstruí-los. Nessa perspectiva, o passado é apenas um espetáculo à parte’ (Brian Goodey). 

Porém cuidar e tratar da memória com consciência é compor com historicidade a razão e a existência de um povo, que não deixará sequer uma lacuna de sua história, pois o zelo dispensado a todas as coisas foi feito com primor. Tenhamos certeza, que tudo isto valerá a pena. Assim é certo dizer: ‘Avalia-se a história e a cultura de um povo, pelo zelo dado aos seus pertences‘. 

Palmeira hoje alicerçada na atividade agropecuária presencia nas últimas décadas do século XX o desaparecimento da atividade madeireira, para o aparecimento das propriedades que se desenvolvem em regime da economia familiar, prestação de serviços, agroindústria, cultivo de soja, milho, batata, fumo em grandes escalas, motivava pela eminência de novas e tantas oportunidades; por seu clima Histórico e Cultural, Rural e Natural, Étnico e Religioso, Palmeira ‘A Cidade Clima do Brasil é um lugar ímpar no mundo, conta com mais de 32 mil munícipes, trabalhando para o progresso desta terra onde os visitantes podem desfrutar de um clima ameno, belezas naturais, a tranquilidade e a hospitalidade de sua gente. 

Artigo escrito por: Vera Lúcia de Oliveira Mayer 
Coordenadora do Museu Histórico 
Presidente do IHGP

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