quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Visões do Passado - Conjunto Musical "Os Tangarás"

Por Luiz Gastão Gumy




Este grupo musical fez muito sucesso na época e agradava o público jovem com outros estilos de músicas. 
Os Tangarás, foi um grupo musical formado no Ginásio Dom Alberto Gonçalves nos anos 60 pela Sra. Lita Perotta, composto pelos seguintes alunos do estabelecimento: Rogério Nogaroli (triângulo), João Luiz Scarante (pandeiro), Ignesel Distefano Vida (Diabinho-bateria), Nelson Brustolim (chocalho) e José Arnaldo Fontana (acordeon). O grupo tocava em teatros e festas no próprio colégio. Meses depois novos músicos são convidados para integrarem o grupo, sendo eles nesta foto da esquerda para a direita: Rogério Pacheco (bateria), Paulo José Teixeira (Paulinho-guitarra) Adair dos Santos (Dáio-guitarra), Ivonei Margraf (acordeon e scaleta) José Maurício Czap (sax) e Délcio José Catarina (pistom).

O grupo ensaiava três vezes por semana no soton do Clube Beneficente. Tocaram em muitos lugares da cidade como em festas da Igreja Nsa. Sra. de Fátima, aniversários e bailes em clubes da cidade e também de Porto Amazonas. Quando solicitados para tocarem em bailes carnavalescos recorriam a outros músicos da cidade para formarem um grupo ainda maior pois, agüentar as quatro noites de folia sempre foi pesado. Faziam sempre por prazer de tocar em troca de pequenos prêmios e valores. Naquele tempo os Beatles estavam fazendo sucesso no mundo inteiro e os Tangarás possuíam um vasto e invejável repertório musical dos Beatles sempre puxado pelo Adair dos Santos (Dáio), Também um bom repertório de músicas Italianas, e as famosas El Presidente, Tema de Lara, Noites de Moscou que não podiam deixar de serem tocadas em suas apresentações. O mestre do violino Palmeirense Sr. Venceslau Czap era quem ajudava muito os Tangarás com suas riquíssimas partituras. No início, sempre na hora de se apresentarem ao público, o nervosismo tomava conta deles mas, com o passar do tempo esses jovens faziam dos encontros musicais momentos de muita emoção e descontração. 
Em Abril de 1966 aniversário de nossa cidade, Os Tangarás e o “Coral Alvorada” também formado pela Sra. Lita Perotta, fizeram uma apresentação no canal 12 de televisão em Curitiba, ocasião em que estavam amplificando o sinal e inaugurando sua repetidora em nossa cidade. A apresentação do conjunto e coral de Palmeira se deu graças ao esforço do Sr. Dr. Arthur Orlando Klas que na época era diretor do CEDAG, e da Prefeitura Municipal de Palmeira na gestão de Benjamim Malucelli. Todos os Palmeirenses estavam ansiosos para assistirem a apresentação dos nossos músicos e um aparelho de televisão foi instalado no palco do Cine Teatro Municipal para que todos pudessem acompanhar aquela apresentação pois, eram poucos que tinham televisão em casa. Minutos antes da apresentação do grupo a nova Rede de televisão “Globo”, apresentou um pequeno documentário sobre a nossa cidade. 
Em Outubro de 1966 o conjunto passou-se a chamar “Os Entusiastas” montado por Raul Brás de Oliveira e Rogério Pacheco que para o orgulho deles, o conjunto deu um show em um dos carnavais realizados no Clube Palmeirense na gestão do então presidente o próprio Raul Brás de Oliveira. Era formado pelos músicos: Samuel Nistron Batista (pistom), Ildemar Margraf (sax), Ivonei Margraf (acordeon) Osmair de Freitas (trombone de vara) Raul Brás de Oliveira (corneta) e José Schroeder (pandeiro). 
Em 1967 o conjunto ganha um novo nome “Os Dinamites”. Seus integrantes eram: Rogério Pacheco (bateria), Lauri Generoso Guimarães Camargo (baixo), Altair Ferreira (guitarra) e Adair dos Santos-Dáio (guitarra), tendo como formador da banda o Sr. Antônio José Passoni (Paçoca), responsável por todos os contratos tanto daqui como de fora da cidade. O grupo ensaiava na casa dos padres, e utilizavam alguns aparelhos da Igreja e tinham um programa próprio na Radio Ipiranga uma vez por semana chamado “Show RY”, que era comandado por Dirceu Fritz e às vezes pelo próprio (Paçoca), sempre em beneficio de Grupos de Jovens da cidade. No final dos anos 70, o conjunto explodindo em sucesso em todos os lugares que se apresentavam, ganhava um novo nome: “The Beat King’s 70”.

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