segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Visões do Passado - Fabrica de Vinho Primor

Por: Luiz Gastão Gumy
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Esta fábrica iniciou suas atividades no ano de 1938 e localizava-se no Passo do Pugas, sendo de propriedade do Sr. Primo Gennari natural da Itália.
Ali produzia-se o melhor e o mais puro vinho tinto de uva da região pois, era feito com uva crioula e era comercializado somente em garrafas. Primo Gennari não tinha funcionários e sim contava com a ajuda de seus filhos. Toda a produção de vinho era feita manualmente, descascava-se a uva manualmente e a moagem da mesma era feita com uma pequena máquina tocada à manivela. Ali produzia-se anualmente 20 quintos de litros de vinho tinto seco. O quinto é um pequeno barril de madeira que comporta 100 litros de vinho. Para se encher as garrafas colocava-se  neste barril uma pequena mangueira e o vinho descia por gravidade.

Esta fábrica além de produzir o vinho tinto de uva, produzia também o vinho de laranja da marca “Ypiranga” que era muito bem comercializado em Ponta Grossa, Porto Amazonas e  para a Distribuidora Cavali de Campo Largo. Comprava-se semanalmente mais ou menos 10.000 laranjas. A área de plantio da uva era de 1 alqueire com 2.000 pés de parreiras. Com o seu falecimento seus filhos ficaram responsáveis por dar continuidade naquele trabalho e manterem a empresa sempre produzindo. Também podemos observar no rotulo que a empresa estava devidamente registrada no L.C.E (Laboratório Central de Enologia) do Rio de Janeiro sob nº 16.811. Primo Gennari sempre recebia correspondências para comparecer em Curitiba e realizar os exames do vinho levando amostras pois, para comercializa-lo sua empresa tinha que estar devidamente legalizada junto aos órgãos competentes. Somente encerrou suas atividades pelo motivo de seus filhos estarem casando e vindo morar na cidade. Havia também ali uma roda d’água que movimentava um pequeno moinho para moagem de quirera e fubá.
Primo Genari era casado com a Sra. Pedrina Andreata Gennari (natural de Palmeira) e tiveram 11 filhos sendo eles: Luiz, Rosa, Anita, Aldino, José, Otília, Vitório, Ângelo, Milton, Dirceu e Nelson.
Osny José Genari contou que estava difícil criar o nome para o vinho de laranja então, semanas depois resolveu-se denominar como se vê em seu rótulo “Ypiranga”, por simpatia ao clube Alvi-Rubro de nossa cidade: Ypiranga Futebol Clube.




4 comentários:

  1. Com todo respeito e considerando que a publicação é de um instituto histórico, proponho duas observações: não se descasca a uva para fazer vinho e barriu não existe, o correto é barril.

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    1. Obrigado pelas observações só informo que passou despercebido as palavras, porém no tempo propicio foi feita a correção que já havia sido notificada por um dos nossos membros. Na questão do "descasca" vou verificar com o autor.

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    2. Está correto a parte de descascar! O confrade Luiz Gastão pegou a informação do senhor Milton Genari pouco antes de falecer.

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  2. Abrindo o conteúdo do artigo, verifica-se que a família do Sr. Primo Gennari fabricava, também, o vinho de laranja. Tratava-se de uma rara e saborosa iguaria, que tive oportunidade de tomar algumas vezes e sempre com muito prazer. Gabriel M. Carazzai

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