sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Visões do Passado - Carro de Aluguel X Chofer de Praça

Por: Luiz Gastão Gumy
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Era assim que chamava-mos os carros táxi e taxistas da época. Lembrando que o Sr. Acendino Batista foi o primeiro taxista de Palmeira e João Cordeiro foi o segundo.
A foto que publicamos hoje data de 1949, e mostra o único ponto de taxi que tinha em Palmeira. Situava-se na praça Mal. Floriano Peixoto, em frente a Igreja Matriz. Nela aparecem encostados em seus carros os Srs. 1º José Pizzatto (Ford), 2º Diogenes dos Reis (Pakar) 3º Pedro Pizzatto (Chevrollet).

            
Sr. José Pizzatto(Bépe).

Nasceu em 26//04/1914 e foi caminhoneiro por muitos anos. Transportou  muitas cargas de toras da localidade de Vila Palmira direto para embarque na estação ferroviária local. Após um acidente com fogos de artificio quando comemorava o revelion junto a seus amigos: Jurandir de Araújo, João Schoroeder (Janguito), Paulo e Pedro Pacheco, o mesmo perdeu um dos dedos da mão. Tempos depois sofreu um problema cardíaco o qual veio a se encostar. Sentindo-se na necessidade de trabalhar, comprou um taxi (carro de aluguel) sendo uma limosine da marca Ford e ali na praça colocou seu ponto. Mais tarde vieram  Diogenes, Pedro e outros. José Pizzatto(Bépe) fez inúmeras corridas na cidade, como também era muito solicitado para efetuar viagens para várias cidades do Paraná e Santa Catarina pois, não usava de alta velocidade o que dava segurança e confiança em seus passageiros. Cidadão de boa índole, era cercado de muitos amigos. Muito bem informado na política, em épocas de eleições, era muito procurado pelos eleitores que perguntavam a ele em qual candidato deveriam votar.  Lembrando também, que a Sra. Maria Comin(Parteira), em várias madrugadas era solicitada para trabalho de partos e imediatamente a mesma chamava Sr. José para transportá-la. Muitos palmeirenses nasceram nas mão desta habilidosa senhora. José Pizzatto também transportou muitos casais de noivos para a Igreja.. Em uma das ocasiões quando foi solicitado para conduzir um noivo até a igreja,  o mesmo já havia fugido fazendo o José voltar vazio para a praça. Em outra ocasião, quando chegou na casa de uma noiva, a mesma estava descabelando-se pois, seu amado havia desistido da idéia de casar-se. Por diversas vezes ele efetuou corridas para pessoas que sem dinheiro para lhes pagar, pagavam com galinha, porco ou pato E assim, todos os taxistas do mundo todo têm uma história pra contar. José Pizzatto faleceu em 16/08/1989.

Uma história

Uma senhora acabava de chegar no Rio de Janeiro e pegou um taxi, em direção ao hotel. O taxista, por incrível que pareça, não disse nada durante o percurso, até que a senhora quis  fazer-lhe uma pergunta e tocou levemente em seu ombro. Ele gritou, perdeu o controle do carro e, por pouco, não provocou um acidente. Com o carro sobre a calçada, a senhora virou-se para ele e disse:-Francamente, eu não sabia que você se assustaria tanto com um toque no ombro! – Não me leve a mal, senhora...É que este é meu primeiro dia como taxista. E o que o senhor fazia antes disso? – perguntou ela. – eu fui motorista de carro funerário por 25 anos.
Parabéns a todos os taxistas de Palmeira nas pessoas de: Albari Poletto(Frente ao Hospital Madre Teresa), Antônio Nascimento(Rocio), Geraldo Scolimoski(Santa Bárbara), José Olamir da Silva, João Ribas, Sebastião Castro, Domingos Caliari e Manoel Vicente Neto(Praça Mal. Floriano), Paulo Bronoski(Frente ao cemitério) Antenor Camargo, Silvio Cordeiro, Liseu Bonk, Erow Ristow(Rodoviária), Jorge Savi, Tito Ferreira da Silva, Antônio Kobner, Darci Seixas(Bradesco), Donato Woinarovcz(Colonia Maciel).

A Viagem de Táxi
AUTOR DESCONHECIDO

Há 20 anos, um cidadão ganhava a vida como motorista de taxi. Encontrou pessoas cujas vidas surpreenderam-lhe, aborrecera-lhe, fizeram-lhe rir e chorar. Nenhuma tocou-a mais do que a de uma velhinha que ele pegou tarde da noite - era Agosto. Ele havia recebido uma chamada de uma pequena casa de tijolinhos, numa rua tranqüila de uma cidade. Quando chegou às 02:00 horas da madrugada, a casinha estava escura, com exceção de uma única lâmpada acesa no quarto. O taxista foi até a porta e bateu. “Um minuto”, respondeu uma voz débil e idosa. Uma octogenária pequenina apareceu. Au seu lado havia uma...Toda a mobília estava coberta por lençóis. Não havia relógio ou utensílios sobre os móveis. Ele pegou a mala e caminhou para o meio-fio, ela ficou agradecendo sua ajuda. Quando embarcaram, ela lhe deu o endereço e pediu-a “O senhor poderia ir –pelo centro da cidade? – “Não é o trajeto mais curto”, alertou-a prontamente. –“Eu não me importo, não estou com pressa, pois meus destino é um asilo de velhos”. Ele olhou pelo retrovisor, e viu os olhos da velhinha brilhando. – “Eu não tenho mais família, o médico  diz que tenho pouco tempo”. Ele disfarçadamente desligou o taxímetro e perguntou: “Qual o caminho que a Sra. deseja que eu tome?” Nas duas horas seguintes, dirigindo pela cidade, ela mostrou-a o edifício que havia em certa ocasião, trabalhado como ascensorista. Passaram pelas cercanias em que ela e o esposo tinha vivido como recém-casados, hoje um depósito de móveis, que havia sido um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha.. De vez em quando, ela lhe pedia para dirigir vagarosamente em frente a um edifício ou esquina e ficava então com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada. Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse de repente: “Eu estou cansada. Vamos agora!”. Viajaram então em silêncio, para o endereço que ela havia lhe dado. Chegaram a uma casa de repouso. Dois atendentes caminharam até o táxi assim que ele parou e colocaram a velhinha em uma cadeira de rodas. – “Quanto lhe devo? – “Nada”, respondeu ele – “Você tem que ganhar sua vida, meu jovem” – “Há outros passageiros”, respondeu ele. Quase sem pensar, curvou-se e deu-lhe um abraço. Ela o envolveu comovidamente. – “Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria”. – “Obrigado”. Apertou sua mão e caminhou no lusco-fusco da alvorada. Atras dele uma porta foi fechada. Era o som do término de uma vida. Ao relembrar, “Não creio que eu jamais tenha feito algo mais importante na minha. Nós estamos condicionados a pensar que nossas vidas giram em torno de grandes momentos. Todavia, os grandes momentos freqüentemente nos pegam desprevenidos e ficam. E ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância.”AS PESSOAS PODEM NÃO LEMBRAR EXATAMENTE O QUE VOCÊ FEZ, OU O QUE VOCÊ DISSE, MAS ELAS SEMPRE LEMBRARÃO COMO VOCÊ AS FEZ SENTIR”;

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