quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Visões do Passado - Carpintaria São José

Por: Luiz Gastão Gumy
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Hoje falamos um pouco sobre a Carpintaria São José de propriedade do Sr. José Benjamim Mayer, o qual era casado com a Sra. Luíza Schon. Esta carpintaria era localizada na esquina das ruas Vicente Machado com a Rua Sete de Setembro, construída totalmente de ripamento e enchida de barro para qual se dizia que estas casas eram feitas de (Estuque), e  construída totalmente fora de alinhamento. As duas janelinhas que aparecem do lado esquerdo era moradia e na frente funcionava a carpintaria São José que tinha como especialidade fabricar  carroças de diversos tamanhos.


Há mais ou menos noventa e três anos atrás (1920), era residência da família Machado e posteriormente o Sr. José Benjamim Mayer veio a instalar a sua carpintaria e ali nasceram seus filhos: Elvira, Zelí, Adelar, Rute,  Inêz e Víto. Os outros filhos: Humberto, Wenceslau, Clotilde, Irene e Arnoldo nasceram na localidade do Pugas.  Sua outra filha a  Isabel veio a nascer em outra casa construída um pouco mais acima desta carpintaria, casa esta que foi reformada e permanece ali até os dias de hoje.
José Benjamim Mayer produzia carroças de grande porte com suas rodas de chapas de ferro de 12 cm de largura. Naquele tempo não havia luz elétrica e todas as engrenagens das máquinas dessa carpintaria eram movidas por uma bolandeira (enorme peça de madeira movida por dois cavalos). Não apenas carroças eram ali fabricadas, fabricava-se também gamelas de todos os tamanhos, muito bem torneadas, charretes e gaiótas. Para cada tamanho de carroça havia um número diferente de fabricação e os enormes carroções também tinhas seus números de fabricação.
No tempo em que se desenrolava a 2ª Grande Guerra Mundial, a carpintaria cortava enormes quantidades de toquinhos de madeiras que eram as sobras da produção de carroças e vendiam em grandes quantidades para os motoristas que possuíam veículos movidos a gasogênio. Naquele tempo também, um fabricante de tamancos aqui da cidade chamado Adélio França, sempre encomendava desta carpintaria quantidades enormes de “cepas” (madeira especial para fabricação de tamancos) que eram antigos chinelos de madeira, com tiras de couro de porco ou pelúcias, que além de serem usados em serviços também  eram  usados em passeios.
Manoel Ribas, governador do estado naquela época, fazia encomendas de carroções dessa carpintaria para atender as necessidades da nossa Escola Agrícola e outras cidades próximas.  Na carpintaria, José Benjamim tinha a ajuda de todos os seus filhos e era uma pessoa muito organizada, estando sempre em dia com os devidos impostos, tudo devidamente registrado nos órgão competentes da cidade e nos finais de ano sempre mandava confeccionar calendários.
Esta foto está muito danificada pelo tempo, mas na foto original aparecem do lado esquerdo o Sr. José Benjamim Mayer, no meio está o Sr. Bernardo Schamnne, o garoto é o Sr. Antônio Rigoni Filho e o último é o Sr. Zeli Mayer.



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