segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Visões do Passado - Momentos de Saudades da Praça da Matriz

Por: Luiz Gastão Gumy
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Amigos leitores, na tarde fria e ainda indecisa de ontem, cruzei a Praça Marechal Floriano Peixoto, a tradicional  Praça da Matriz, como o povo a batizou há muitos anos, e ainda teima em chamar, apesar da homenagem que prestou ao Marechal que governou este Brasil desarticulado com mãos de ferro e rara sagacidade.


Pois naquele ambiente simpático, naquele recanto ameno onde a cidade  nasceu, no sítio onde as lendárias pombinhas marcaram o local da velha e florescente povoação, no ponto onde a Palmeira começou a mostrar seus encantos de Cidade Clima do Brasil, em plena florescência da vida, bem ali, no tradicional miolo da cidade, fui observar de repente, que eu estava atravessando a zona mais conservadora desta comuna que se renova diariamente na modernização do seu aspecto urbanístico.   
Sim, meus amigos leitores, parado no meio da praça, observei os bonitos desenhos de suas alamedas e olhei a bizarra composição do seu calçamento, fui alongando minha inspeção, como quem vê pela primeira vez  um lugar desconhecido, e então senti o contraste chocante existente entre o desenho e disposição  moderno daquele logradouro público e o aspecto arquitetônico dos prédios que  circundam a bonita Praça da Matriz. Vi então num passe de magia um retrato da velha cidade de Palmeira de nossos avós. Velhas casas de aspecto secular, antigas casas de feitio pesadão e linhas sóbrias, casas centenárias, cobertas de telhas goivas, paredes de estuque ou taipa, nos mostravam como, numa tela do passado, um pedaço dos velhos tempos, dos momentos primeiros da evolução da nossa terra, quando os mais ricos proprietários eram fazendeiros, resolveram construir ricas e vastas casas ao pé da Igreja, que sempre foi o centro de irradiação das cidades brasileiras. Senti no ar, uma  poeira indefinida do passado, uma mensagem de outros tempos resistindo galhardamente aos impulsos vigorosos do modernismo, conservando tradições, costumes e aspectos de outras épocas.
E foi assim que na última tarde fria, senti meu coração namorando quase apaixonado esta tão cidade clima (Palmeira), que se espalha democrática e progressista pelas colinas verdejantes, Sim, meus amigos de Palmeira , namorei perdidamente àquele pitoresco recanto de nossa cidade, vestida com saia-balão, de bastas tranças e olhos sonhadores, que ainda mora tranqüila  e cândida no quadrado que marcou o início da sua vida.
Depois a realidade da vida me retirou daquela contemplação romântica, porém, mesmo que transformem completamente aquele setor da cidade, sua figura conservadora ficará sempre gravada em minhas recordações e nas frases esfarrapadas deste memorial, cheio de saudades desta cidade que nossos maiores vultos Palmeirenses plantaram  um dia na colina histórica deste memorial e saudosa Palmeira...que saudades  

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