quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Visões do Passado - Clube Atlético Nacional Olímpico (C. A. N. O.)

Por: Luiz Gastão Gumy
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Fundado em 07/09/1956. Segundo o Sr. Lourival Costa (Lole), a festa de fundação se deu num Domingo de manhã no bar do Barbosa (antigo bar do Antônio Martins (Tonico), embaixo de uma lona de caminhão pois, chovia torrencialmente naquela manhã. Seu primeiro presidente foi o Sr. Darcy Cieslak e as primeiras reuniões aconteciam naquele bar, mais tarde as reuniões eram realizadas na fábrica de palhões, situada à Rua Conceição, de propriedade de Aloise, Albino e Felix Pianowski.


As Sociedades tradicionais da cidade eram: Clube Palmeirense e Sociedade Recreativa Beneficente Palmeirense, sempre com seus salões lotados em festas de carnaval, casamentos, aniversários, bailes de debutantes etc...Outros clubes que existiam na cidade, eram menores e com poucas exigências no que dizia respeito a trajes, como o Clube do Palmeira e Violetas, ambos situados na rua Cél. Vida, e o Clube Operário situado na Vicente Machado. 
Em 1957, a diretoria do Clube Atlético Nacional Olímpico inaugurava sua nova sede, vindo a instalar-se na Rua Conceição, 607 em prédio de propriedade do Sr. Antônio Santos (irmão de João H. Santos), em frente ao Banco do Brasil. Arnoldo Barão foi o primeiro botequineiro do clube,  depois assume o Sr. Juarez Fernandes, ficando ali por muitos anos, atendendo sempre a contento e pagando em dia os impostos devidos. Sua diretoria começava um grande trabalho: arrecadar dinheiro para formar um grande elenco futebolístico e disputar os campeonatos internos. Grandes promoções começaram a acontecer  naquele clube como: bailes e festas carnavalescas chamando a atenção dos foliões da cidade. Naquele tempo não havia essa rivalidade que existe hoje entre os clubes, todos se encontravam e se divertiam à vontade. Músicos e cantores da época se movimentavam para abrilhantar as belas tardes de domingo, que iam se tornando cada vez mais tradicionais. Quase todos os domingos se apresentavam ali, em sistema de revezamento, os gaiteiros: Gilberto Teixeira de Freitas (Gilbertinho), Arnaldo Costa da Luz (Nardinho), Silvio Ramos, Arnaldo Hass, Silvio Bach (Soviético), Juarez Fernandes na bateria, Luiz de Pádua e João Calaça nos pandeiros. As duplas de cantores eram diversas, os que mais se destacavam eram Aguinaldo Ogg Santos (Bucho) fazendo parceria com Mauri Bornancim ou com Zito Pacheco, cantando lindos tangos e boleros. As matinês iniciavam às 14h e se estendiam até a meia noite, isso sem falhar um domingo. O ingresso era cobrado somente daqueles que queriam dançar. Além das pessoas da cidade, vinham também de  Porto Amazonas, Ponta Grossa e do interior. Foram tempos em que ao final dos bailes, os pais preocupados iam buscar suas filhas.   
Todos os anos o Nacional promovia bailes de carnaval, e não poderia deixar de eleger sempre suas rainhas. Em todos os clubes da cidade, as pessoas se vestiam com suas lindas fantasias, confetes, serpentinas, bisnagas, e ajudavam a animar os bailes de outros clubes fazendo após a meia noite, as chamadas “visitas” sempre com muita alegria. Muitos dos blocos carnavalescos se reuniam em frente a casa do Sr. Tibagi de Freitas, desciam até a praça Marechal Floriano, organizavam-se e saíam sambando pelas ruas da cidade. E quando um clube fazia uma promoção, havia o respeito de outro clube não promover nada. Lembramos com muita saudades, uma carrocinha que desfilava pela cidade nos carnavais, e tinha como animadores todos fantasiados: Arnoldo Pacheco(gaita de boca), Cláudio de Jesus(Tado do cavaquinho), Izidoro Calaudino(violão), Leotério Coimbra(chocalho) e Russo Dama. Famílias tradicionais de Palmeira como Pacheco e Camargo, representavam todos os clubes da cidade, em especial o Ypiranga F.Clube e a família Bahia representava o clube das Violetas e o Clube Palmeira, sempre presentes em todas as ocasiões e eventos promovidos pelos clubes da cidade. Lembramos também, os concursos de tangos que o Nacional promovia em sua sede, sempre premiando  o simpático casal Lourival Costa (Lôle) e sua esposa D.Gláucia Corsi, que enchiam os olhos e encantavam a todos os presentes. Devido ao pouco espaço do salão,  no ano de 1977 o Nacional começou a realizar bailes no barracão de propriedade do Sr. Estevão Rigoni.
Numa tarde de Domingo, bem descontraídos, pousaram para esta foto em frente ao palco do Clube Atlético Nacional Olímpico, o casal Wilson Genari e Juracy Pacheco, ao lado direito está seu irmão Jair e ao lado esquerdo sua irmã Jandira várias vezes rainha dos carnavais.

4 comentários:

  1. "As reuniões eram realizadas na fábrica de palhões, situada à Rua Conceição, de propriedade de Aloize, Albino e Felix Pianowski." O Aloise era meu Avô, o nome dele é com "S" e não com "Z".

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    1. Grato por sua contribuição! Qual é o seu nome?

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    2. Meu nome é Rafael Pianovski. Obrigado pela correção no nome do meu Avô.

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  2. irei morrer com o clube nacional olimpico no meu coração

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