segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Os Símbolos de Palmeira

Por: Maria Ivanilde Bussodori Krambeck
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Desde muito cedo, na história dos povos, foi comum que se distinguissem uns dos outros, por meio de símbolos.
O "símbolo" é um elemento essencial no processo de comunicação, encontrando-se difundido pelo quotidiano e pelas mais variadas vertentes do saber humano. Embora existam símbolos que são reconhecidos internacionalmente, outros só são compreendidos dentro de um determinado grupo ou contexto (religioso, cultural, etc.). Ele intensifica a relação com o transcendente.

A Origem das Bandeiras


Julio Cesar e seu
estandarte imperial


A origem das bandeiras remonta à Idade Média, quando os exércitos aliados, para não se confundirem uns com os outros, usavam um pedaço de pano hasteado num estandarte, com as cores e sinais de identificação do batalhão ou companhia envolvida. Assim evitavam o temido fogo amigo.

Vexilologia
Estudo da história e do simbolismo das bandeiras, sendo uma disciplina auxiliar das ciências sociais.

Heráldica
Arte ou ciência dos brasões; conjunto dos emblemas de brasão.




O Brasão


Foi criado pela Lei Municipal nº256 de 15 de fevereiro de 1954, sancionada pelo então prefeito Dr. Alfredo Bertoldo Klas.

IHGP - Dr. Alfredo Bertoldo Klas
Filho de Alberto e Maria Catharina  Klas. Nasceu em 30 de setembro de 1915, na Fazenda Santa Carlota, Papagaios  Novos. Concluiu seus estudos em Curitiba em 1938, retornando à Palmeira.
Em 1943 participou de missões históricas, sendo incorporado no Regimento de Infantaria;
Em 1944 foi a Itália como membro da FEB, onde lutou a favor dos Aliados na  2 ª Guerra Mundial.
Envolveu-se na política, primeiramente como vereador em 1947 e como prefeito de 1951 à 1955.
Entre diversas obras e melhorias ao município, sua passagem na gestão municipal foi marcada pelo grande incentivo à cultura sendo ele o idealizador dos nossos símbolos municipais (Brasão, Bandeira e Hino), além de ter criado a Banda Municipal de Palmeira.

Elementos do Brasão

IHGP - Brasão de Palmeira
A Palmeira - Símbolo que dá nome à cidade, e separa a parte central em duas imagens.
De um lado campos, do outro 1 coroa de Barão e 3 de Viscondes.

Uma lâmpada de prata acesa Quero deixar uma luz para a minha família”. - Barão de Tibagi

As Coroas
Uma de Barão – Barão de Tibagi - José Caetano de Oliveira

As outras três fazem referências ao nosso Visconde de Guarapuava - Antonio de Sá Camargo e sua esposa Viscondessa de Guarapuava, Zeferina Marcondes de Sá Camargo.
A terceira Coroa refere-se à Viscondessa de TibagiCherobina Rosa Marcondes de Sá.


Coroa mural: feita em ouro, de quatro pontes, como golés; torres  lavradas também de golés; no centro uma cruz azul.

Os dois suportesPinheiro  e um Feixe de Trigo 
Representam: o pinheiro que já foi a base da nossa economia e o trigo, como símbolo da lavoura.

Listra de divisa: "Palmeira Finis Coronat Opus(O fim coroa a obra) sendo usado em heráldica, inscrições em língua primitiva (Latim) e a data oficial de aniversário do Município: 07.04.1819Data da doação das terras à Capela de Nossa Senhora da Conceição pelo Ten. Manoel José de Araújo.

Nosso Símbolo Topônimo





Palmeira – do latin palmae.

Planta angiosperma, monocotiledônea.

A nativa recebe o nome indígena – Jerivá.






A Bandeira


Criada pela Lei Municipal nº 301 de  24/02/1955. Possui três campos:

IHGP - Bandeira de Palmeira
O primeiro (metade inferior) é de cor verde, representando a nossa riqueza vegetal;

O segundo, (canto superior direito) tem quatro listas brancas que representam o espírito pacífico do nosso povo, e as azuis o céu.

No terceiro, (canto superior esquerdo) vê-se uma Palmeira ao seu lado o Cruzeiro do Sul. Representando o sentimento cristão da população.

No campo inferior, (canto direito), uma lâmpada acesa, relembrando as palavras do Barão de Tibagi: "Quero deixar uma luz para minha família".

O Hino


Criado a partir da poesia do Palmeirense e Príncipe dos poetas do Paraná, Heitor Stockler de França. Oferecida ao então Prefeito de Palmeira, Dr. Alfredo Bertoldo Klas, este pediu ao grande músico palmeirense José Schön para que a musicasse. Desde 1955 temos também o hino a Palmeira, divulgado e cantado em todas as escolas e entidades.


Hino à Palmeira

Palmeira, revivamos teu passado,
Tuas nobres e sublimes tradições,
As fases de tua vida, do teu fado,
Que fulgem no esplendor dos teus brasões.

Façamos das tuas glórias claro espelho,
Rota em flor no presente e no porvir,
Um missal com exemplos do Evangelho
Aos filhos desta terra sempre a unir.

Lembramos tua feição de lugarejo
Ansioso de ser vila e ser cidade.
Que assim que vislumbrou fortuito ensejo,
Fez-se um recanto de felicidade.

Chamemos à memória os ancestrais
Audazes bandeirantes da grandeza,
Que ao fundarem as rondas e os currais
Geraram disciplina e a riqueza.

És sempre essa Palmeira acolhedora
Que aos filhos de outras plagas propicia
Fartura, bem estar e promissora
Era de paz, de amor e de alegria.

Palmeira altiva, edênico rincão,
Com boas auras tutelas nosso lar...
Por isso, te erigimos um altar
Florido, em festa, em nosso coração!...


Heitor Stockler de França
IHGP - Heitor Stockler de França
Nasceu na cidade de Palmeira/PR em 05 de novembro de 1888, filho do casal Leandrina Marcondes Ribas Stockler de França e Capitão João de Araújo França, industrial com engenho de erva-mate, comerciante, agricultor e pecuarista.
Seu avô materno Antonio Pereira Bueno Stockler foi Voluntário da Pátria e combateu durante os cinco anos de luta na Guerra do Paraguai, de onde voltou com o posto de Capitão Honorário do Exército. Com muita honra, foi promovido ao posto de major e galardoado pelo Imperador Dom Pedro II com as insígnias de Cavaleiro da Ordem da Rosa e da Ordem de Cristo.



Letras de Músicas

Escreveu dezenas de letras para hinos e músicas diversas, em colaboração com Professores e Maestros de nomeada, tais como:

MAESTRO BENTO  MOSSURUNGA:
  1. Hino do Grupo escolar Lysimaco Costa
  2. Hino do Grupo Escolar Júlio de Mesquita
  3. Hino do Grupo Escolar Victor do Amaral
  4. Hino do Grupo Escolar Paula Gomes
  5. Hino do Grupo Escolar Silveira Neto (Morretes)
  6. Hino do Centro Educacional Guaíra
  7. Hino da Casa Escolar Pe. Arnaldo Jansen (S.J Pinhais)
  8. Hino do Ginásio Estadual Costa Viana (S.J Pinhais)
  9. Hino do Grupo Escoteiro São Luiz
  10. Hino da Escola Maternal Annette Macedo
  11. Hino da Escolinha Tia Paula
  12. N. S. Perpétuo Socorro (canto sacro)
  13. Campeiras de Nossa Terra (folclore)
  14. Moinhos Ideais (folclore)
  15. Os palhacinhos (coro infantil)
  16. Canção da Vila (de N. S. Luz dos Pinhais)
  17. Criança

MAESTRO WOLF SCHAIA:
  1. Bodas de Prata

MAESTRO MÁRIO GARAU :
  1. Hino do Rotary Club

MAESTRO LUIZ DA SILVA BASTOS:
  1. Polonaise Escolar

MAESTRO Pe. JOSÉ PENALVA:
  1. Hino da Escola São Francisco de Assis

MAESTRO BENEDITO  NICOLAU  DOS  SANTOS:
  1. Você (canção)

MAESTRO EDGARD CRUZ:
  1. Olhos Glaucos (valsa)

MAESTRINA  ZEZÉ  RIBEIRO:
  1. Nossa Senhora do Rocio (canto sacro)

MAESTRO RODOLPHO  KRUEGER:
  1. Você (valsa)

MAESTRO JOSÉ SCHÖN:
  1. Hino da Cidade de Palmeira

MAESTRO BASÍLIO DE SÁ RIBEIRO:
  1. Marcha dos Fundadores (da Soc. Op. Ben. Palmeirense)

MAESTRINA MARIA  ÂNGELA PEROTA BASTOS:
  1. Hino do Clube Palmeirense


COMPOSITORA MARITA FRANÇA
  1. Nas asas da Ilusão (valsa)

MAESTRO E. DREYER:
  1. Hino do Coritiba Foot Ball Club
(cantado inclusive pela Cia. Candini, em festival dedicado ao clube, pela memorável vitória de 15 de agosto de 1921).


MAESTRO JOÃO RAMALHO:
  1. Hino da Escola Israelita Brasileira “Salomão Guelmann”


José Schön
O Maestro José Schön, membro de tradicional família palmeirense, nasceu em Palmeira no ano de 1901. Filho de João Schön e Catarina Schamne Schön, imigrantes russo-alemães e que se radicaram em Palmeira. Vindos com leva dos imigrantes da Região do Volga, na Rússia.
A sua mais conhecida composição e que lhe deu justa notoriedade, fazendo credor da admiração, respeito e gratidão de todas de todos os palmeirenses é, sem dúvidas o “Hino à Palmeira”, peça musical de rara beleza, expressão e emotividade, na qual está expressa a índole inconfundível da terra e da gente palmeirense.
O “Hino de Palmeira foi pela primeira vez apresentado ao público, em belo arranjo para orquestra pela “Orquestra sinfônica de Ponta Grossa”, sob a regência de outro festejado músico palmeirense, o Tenente Paulino Martins Alves.
Dentre as suas inúmeras composições musicais, infelizmente a maioria delas perdidas, podemos mencionar, além do “Hino à Palmeira” e de “São Mateus do Sul”, mais as seguintes:

IHGP - José Schön
Faleceu em Curitiba 09/11/1971 aos 70 anos
Está sepultado no Cemitério Municipal de Palmeira

  1. “Saudades de Antonina”- valsa;
  2. Nossa Senhora do Rocio – valsa;
  3. União e Recreio - dobrado;
  4. Adolfo Konder – dobrado;
  5. Homenagem – dobrado;
  6. Sinto ser Pobre – valsa;
  7. Amor e Verdade – valsa em homenagem à sua esposa aos seus filhos; São Sebastião – dobrado;
  8. Jaime Pinto Ribeiro – dobrado.
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FONTES:

Livro Memórias de Palmeira – Vol. ITereza Wansovicz Mayer 1992.

Colaboração: José Maurício Czap, Zita Shon, Hugo Krambeck e Vera Lúcia de Oliveira Mayer.

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